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maio
29

Como saber se o dentista é bom?

Author Mateus Rodrigues    Category A Profissão, CRO, Dicas     Tags

Eu não abro a boca pra qualquer um!

Recebi um e-mail em que um leitor do blog me fazia essa pergunta. Acho uma excelente pergunta! Mas não muito fácil de responder.

Primeiro é importante definir o que é ser bom, e aí já começa o problema: o que é bom pra mim, não é necessariamente bom pra você. As expectativas e desejos das pessoas são diferentes. Já ouvi de um paciente elogios entusiasmados a um colega e, em seguida, de outro paciente, declarações de descontentamento. Mas o cara é bom ou não?

Independente de impressões pessoais, uma coisa é consenso: bom é aquele dentista que é competente. Olha que definição bacana de competência“capacidade decorrente de profundo conhecimento que alguém tem sobre um assunto”. Ser competente é fazer direito porque se conhece profundamente o que se está fazendo!

Definidos os parâmetros, vamos à prática…

Pra saber se um dentista é bom, eu começaria confirmando se ele é mesmo dentista. Infelizmente tem gente por aí que diz ser mas não é, e só pode atuar como dentista quem terminou a graduação em Odontologia e tem registro profissional. Uma forma de conferir isso é indo ao site do CFO (Conselho Federal de Odontologia) e fazendo uma busca pelo nome e/ou CRO (número do registro do profissional no Conselho Regional de Odontologia do estado em que ele atua). Você pode fazer isso clicando aqui. Também é possível verificar a(s) especialização(ões) que ele possui, se for o caso.

Aproveitando pra falar sobre a questão da especialização: o cirurgião-dentista (nome oficial da profissão) sai da faculdade como clínico-geral, ou seja, tem autorização para atuar em diversas especialidades odontológicas. Ter autorização, porém, não significa estar apto. Para a realização de certos procedimentos e tratamentos em Odontologia, só o que a faculdade ensina não é suficiente. E aí entram os cursos de pós-graduação… atualizaçõesaperfeiçoamentos,especializaçõesmestrados e doutorados. No site do CFO constam apenas as especializações. Mas deduz-se que se um dentista oferece um serviço é porque ele sabe executá-lo, sendo especialista ou não.

Ok, seu potencial futuro dentista é dentista mesmo. Ufa! Uma dica pra saber se ele é bom é perguntar para outros pacientes dele. Claro, se você não chegou até ele através de uma indicação, essa estratégia fica mais difícil de ser utilizada. E lembre-se que, como eu comentei lá no começo, deve-se levar em conta que pessoas diferentes têm percepções diferentes. Mas um “ok” de um amigo já é uma boa coordenada, não é mesmo?!

Outra dica interessante e na qual a maioria das pessoas não pensa: digite o nome do dentista no Google!

Às vezes você já está em tratamento com um dentista em quem você confia, mas ele não realiza algum procedimento do qual você precisa. Então, ele encaminha você para outro dentista. Isso leva a crer que ele confia nesse dentista, senão não vincularia sua própria reputação à do colega.  Eis um sinal de que o tal dentista é bom!

Confiança… taí a palavra. A pergunta-título deste post poderia ser: como confiar em um dentista? Difícil confiar em qualquer pessoa antes de conhecê-la. Há uma crise de confiança generalizada instalada na nossa sociedade… as pessoas têm medo de serem enganadas, e não é só pelo dentista (graças a Deus!). Num antigo post citei uma pesquisa da Rider’s Digest (Revista Seleções) na qual o cirurgião-dentista foi o profissional liberal que obteve o maior índice de confiabilidade (de acordo com com 81% dos entrevistados). Isso demonstra que o problema da desconfiança não parece ser específico da relação dentista / paciente.

Portanto, não dá pra se basear na beleza da sala de espera ou no brilho da placa em frente ao consultório. Dentista bom é aquele que resolve o seu problema! Preste atenção em como ele se comporta, se ele está seguro do que fala, se o ambiente é limpo, se ele não fala mal de outros dentistas para parecer melhor do que é, se ele lhe dá a atenção que você merece e não se comporta como quisesse se livrar logo de você.  Use seu feeling. São detalhes assim que fazem a diferença.

Fonte: Medo de Dentista

Até a próxima!