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maio
31

Higiene bucal do bebê

Author Mateus Rodrigues    Category Curiosidades, Geral, Notícias     Tags
Higiene bucal do bebê

Higiene bucal do bebê

Além das indiscutíveis propriedades físicas, nutricionais e psicológicas do leite materno, a amamentação é importante para a saúde bucal do bebê. Mamando no peito, o bebê respira pelo nariz e é obrigado a morder, avançar e retrair a mandíbula. Isso propicia o correto desenvolvimento muscular e esquelético da face, possibilitando a obtenção de uma boa oclusão dentária.

Os cuidados com a higiene bucal devem começar a partir do nascimento do bebê. No recém-nascido, a limpeza deve ser feita com uma gaze ou fralda umedecida em água limpa para remover os resíduos de leite. Com o nascimento dos primeiros dentes (por volta dos 6 meses), a fralda deve ser substituída por uma dedeira. Aos 18 meses, com o nascimento dos primeiros molares decíduos, a higiene deverá ser realizada com uma escova dental infantil sem creme dental ou com um creme dental sem flúor. O creme dental fluoretado só deverá ser utilizado a partir dos 2 ou 3 anos de idade, quando a criança souber cuspir completamente o seu excesso.

A cárie é uma doença transmissível. O Streptococcus mutans, bactéria causadora da cárie, pode ser transmitido da mãe para o filho pelo contato direto. Por isso, não se deve soprar a comida do bebê nem experimentá-la com o talher dele, pois é possível transmitir a ele essas bactérias.

A primeira visita ao dentista deve ser feita ainda na gestação. O ideal é que a mãe faça uma consulta para receber as orientações necessárias para manter a correta saúde bucal do seu filho. Independentemente da consulta da gestação ter sido realizada, a primeira consulta do bebê deve ser por volta dos 6 meses, coincidindo com o nascimento do primeiro dente decíduo. Preferencialmente, a consulta deve ser realizada com o odontopediatra, pois é ele o profissional habilitado a fazer esse primeiro atendimento.

A cárie de mamadeira é uma cárie de desenvolvimento rápido (aguda), que provoca dor e dificuldade de alimentação, determinando perda de peso e de estatura. É provocada pela ingestão de líquidos açucarados na mamadeira, principalmente durante a noite, sem que seja feita a higiene bucal posterior.

Quando for trocar a mamadeira pelo copo, e houver preocupação de o bebê não tomar mais leite a mãe deve ter alguns cuidados.Todo processo de remoção de hábitos deve ser lento e gradativo. Antes de remover a mamadeira, é necessário ter certeza de que seu filho sabe e gosta de tomar líquidos no copo. Para isso, primeiramente substitua apenas uma mamadeira pelo copo (geralmente, inicia-se pela mamadeira da tarde). Quando perceber que seu filho está tomando todos os 250 ml anteriormente oferecidos na madeira, no copo, substitua a mamadeira da manhã. No momento em que ele estiver ingerindo 500 ml de leite por dia no copo, a mamadeira da noite deverá ser substituída. Esse processo pode durar de 2 a 6 meses, dependendo da criança, por isso, o ideal é que ele seja iniciado um pouco antes dos 2 anos de idade. Para facilitar o processo, pode-se usar os copos com tampa, também chamados de copos de transição.

Para remover a chupeta, deve-se reduzir o seu uso a cada dia. Comece utilizando-a moderadamente, somente quando a criança estiver adormecendo. Quando a criança dormir, lentamente, remova a chupeta da boca e guarde-a. Nunca deixe a chupeta em correntes penduradas no pescoço ou ao alcance da criança. É a mãe que deve administrar as horas de uso, e não a criança. Assim, cada dia ela usará a chupeta um pouco menos até reduzir completamente o seu uso, o que deve ocorrer por volta dos 2 anos de idade.
(Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/)

maio
29

Saliva e chiclete – seus benefícios para a saúde bucal

Author NAEO    Category Geral     Tags

content_150051  Como sabemos, a saliva ajuda a manter a boca úmida. Quando comemos, o fluxo de salivar aumenta, permitindo-nos mastigar e engolir os alimentos. A saliva também tem efeito protetor. Ela neutraliza os ácidos, quando comemos carboidratos que reduzem o pH da boca, e remove os resíduos de alimentos que ficam após as refeições.

A maioria dos americanos masca chicletes sem açúcar como um “hábito natural” para purificar o hálito, limpar a boca após as refeições, fortalecer os dentes e ter uma sensação de bem estar ao final de um longo dia. A combinação da saliva com a goma de mascar sem açúcar estimula o fluxo salivar, neutralizando ainda mais os ácidos acima do pH crítico de 5,7. (1, 2)

Para você, o que significa isso? Significa que você pode diminuir as lesões de cárie causadas pelos tipos de alimentos que você ingere. Depois de comer, o pH da placa bacteriana torna-se ácido durante um período de tempo e afeta os dentes, enfraquecendo-os e tornando-os suscetíveis à cárie.

Foi realizado na Europa um estudo, com duração de dois anos, com um grupo de crianças da 3ª à 5ª série, propensas à cárie, que não faziam uso de água fluoretada, mas usavam diariamente um creme dental comum com flúor. As crianças foram distribuídas entre um grupo controle positivo e um grupo de controle negativo que não usava goma de mascar sem açúcar. Os componentes do grupo controle positivo mascaram, todos os dias e durante 20 minutos, um chiclete sem açúcar após cada refeição. Foram feitos exames no início do estudo (momento inicial) e após o primeiro e segundo anos com o objetivo de determinar o número de dentes restaurados, cariados ou ausentes.

Depois do primeiro ano, os resultados mostraram que o grupo de crianças que mascavam chiclete com sorbitol teve o número de lesões de cárie reduzido em 41,7% em relação ao grupo de controle com crianças que não usaram a goma com sorbitol.

As lesões de mancha branca também foram registradas nos dois grupos de controle positivo e negativo e mostraram uma redução 43,6% em relação ao grupo de controle positivo após um ano. Depois de dois anos, registraram-se, em relação ao grupo de controle negativo, uma redução nas cáries de 33.1% e uma redução das lesões de mancha branca de 38.7%. (3).

A realização do estudo foi eficiente e os resultados demonstraram que não foi difícil mascar três chicletes por dia. Os resultados indicam que alunos e professores podem beneficiar-se, descobrindo que a saúde bucal também pode fazer parte do currículo escolar e que um programa de combate às cáries pode ser instituído nas escolas. Converse com seu dentista sobre as escolhas que você pode fazer para melhorar sua saúde bucal usando um chiclete sem açúcar.

Referências: 
1 Park KK, Schemehorn BR, Stookey GK. Effect of time and duration of sorbitor gum chewing on plaque  acidogenicity. Pediatr Dent.  1993; 15(3):197-202.
2 Koparal E, Ertugrul F, Sabah E.  Effect of chewing gum on plaque acidogenicity. J Clin Pediatr Dent. 2000; 24(2): 129-32.
3 Szoke J, Banoczy J, Proskin HM. Effect of after-meal sucrose-free gum chewing on clinical caries. J Dent Res 80(8): 1725-29, 2001.

 

maio
29

Cirurgia de terceiros molares: quebrando paradigmas – Artigo de um dos Professores da Atualização em Cirurgia Oral com Iniciação a Implantodontia da NAEO

Author NAEO    Category Geral     Tags

 

 Sem título Dr. Fernando Giovanella

Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (UFPel-RS)

Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial

Cirurgião da equipe de Cirurgia Buco-maxilo-facial do Hospital Santa Isabel de Blumenau
Mestre em Implantodontia (Universidade do Sagrado Coração-Baurú-SP)
Professor de Cirurgia e Anestesiologia (FURB)

 

Recebo diariamente pacientes para avaliação cirúrgica com vistas àexodontia de terceiros molares inclusos e, na maioria das vezes, os pacientes já vem com pré-conceitos e informações incorretas de alguns cirurgiões-dentistas que, por não militarem na área da cirurgia, contribuem involuntariamente para a criação de paradigmas cirúrgicos a serem quebrados durante a consulta com o cirurgião buco-maxilo-facial. Dessa forma irei discutir os tópicos mais comumente abordados na conversa inicial com esses pacientes.

Diante da indicação para exodontiade terceiros molares inclusos, alguns questionamentos inicias surgem tanto por parte do paciente, temeroso com as “lendas” a cerca da “retirada dos sisos”, quanto por parte de cirurgiões-dentistas, não habituados a estes procedimentos.Para o paciente com indicação de remoção dos quatro terceiros molares, o melhor é fazer o procedimento em uma, duas,três ou quatro etapas ?Quais os riscos? Quais os benefícios?Como é o controle da dor e do edema? Como ocorrerá a cicatrização? Como será a alimentação deste paciente?

Apesar de os pacientes, num primeiro momento, acharem o contrário, o procedimento em uma única etapa possui enormes vantagens:

O tempo de cicatrização envolvendo a exodontia de 1 ou 4 dentes extraídos simultaneamente, é exatamente o mesmo. Se eu fizer um corte na mão com 1mm de profundidade e 3 cm de extensão ele vai cicatrizar em aproximadamente 10 dias. Se esse mesmo corte fosse de 1mm de profundidade mas com 6 cm de extensão, a cicatrização também ocorrerá em aproximadamente 10 dias. Se esse mesmo corte for realizado em várias partes do corpo simultaneamente, da mesma forma, também cicatrizará em aproximadamente 10 dias. Ou seja, a cicatrização não ocorre ao longo da incisão, mas sim, através dela. Inclusive é muito comum na área médica a realização de cirurgia de duas áreas ao mesmo tempo (ex. joelho e ombro).

A medicação pré-operatória é de fundamental importância. A prevenção da dor é tão ou mais importante do que o combate à dor instalada. Existem vários trabalhos publicados4-5 que demonstram os benefícios de pré-medicação com glicocorticóides uma hora antes da cirurgia. No momento do trauma cirúrgico esta medicação já estará na circulação sanguínea, agindo em todos os sítios simultaneamente, sendo assim, se fizermos a apenas a exodontia de um dente, ou de 4 dentes, a dose e os efeitos da droga serão os mesmos. O controle da dor pós-operatório será feito com anti-inflamatórios e analgésicos de ação periférica e/ou opióides. O paciente deve ser esclarecido que todo desconforto pós-cirúrgico é passível de controle. Hoje há um arsenal terapêutico a disposição e os cirurgiões-dentistas, estão aptos a utilizá-lo.

 

Com relação ao uso de medicação pós-operatória, na maioria dos casos de cirurgias de dentes inclusos, utilizamos antimicrobianos. Contudo, o uso irracional e irrestrito destes medicamentos contribuiu para o aparecimento de bactérias resistentes a uma gama de antibióticos1. Assim, quanto menos expormos nossos pacientes a antibióticos, melhor. Porém, caso o paciente opte, ou profissional indique, fazer a exodontia de um dente por vez, haverá administração de antibiótico ao paciente 4 vezes.Tal fato, além de favorecer o crescimento de bactérias resistentes, contribui também para a questão do aumento do custo financeiro envolvido na medicação pós operatória (antibiótico, antiinflamatório, analgésico e antisséptico), levando a um gasto quatro vezes maior, quando comparado á realização da extração dos quatro terceiros molares.

Os cuidados pós-operatórios, caso o paciente seja submetido a exodontia de apenas um terceiro molar, envolverão  alimentação líquida/pastosa e fria por 24 a 48 horas; pastosa em temperatura ambiente do 2º ao 3º dia e macia nos dias seqüentes. Caso o paciente seja submetido à cirurgia para remoção dos quatro terceiros molares, os cuidados serão exatamente os mesmos.O fato de o paciente ter sido operado em apenas um lado não o permitirá mastigar alimentos sólidos do lado oposto no dia seguinte a cirurgia. O que acontece em cirurgias de terceiros molares intra-ósseos e profundos,nos quais grande ostectomia se faz necessário, é que haverá a formação de trismo, pois o músculo bucinador foi parcialmente seccionado. Esse trismo acomete a boca como um todo e não unilateralmente, ou seja, o pós-operatório para exodontia de dois dentes será o mesmo que para quatro 4 dentes.

O controle da dor pós-operatória será o resultado de fatores como: tempo de cirurgia, técnica cirúrgica com mínimo dano tecidual, medicação pré e pós operatória e algo de fundamental importânciamas pouco levado em consideração pela maioria dos cirurgiões: o controle da ansiedade. Os escores de dor são muito maiores em indivíduos estressados2. Esse controle da ansiedade deve ser feito de duas maneiras. Primeiro o estabelecimento de um vínculo de confiança entre profissional e paciente. Quando o profissional é bem preparado, fala e age com confiança, o paciente sente isso e cria um laço de confiança, tendo a sensação de “estar bem amparado”. Em segundo lugar o controle medicamentoso da ansiedade. A maioria dos pacientes que serão submetidos à cirurgia de 4 terceiros molares simultaneamente devem ser pré-medicados com medicação ansiolítica (benzodiazepínicos), os quais trazem uma série de benefícios aos pacientes como diminuição do fluxo salivar, manutenção da pressão arterial e glicemia em níveis fisiológicos, relaxamento muscular e sonolência. Apesar de alguns dentistas terem receio do uso de medicamentos “tarja preta”, essas drogas possuem uma alta margem de segurança o boa tolerância3.

Uma questão também muito importante é a necessidade de afastamento das atividades laborais, que irá variar de acordo profissão de cada paciente. Geralmente profissionais liberais não podem se afastar do trabalho 4 quatro vezes para se submeterem remoção dos sisos, sendo que um único procedimento é possível de ser executado, beneficiando o paciente.

Percebe-se que a remoção dos 4 terceiros molares em um único procedimento é bastante vantajoso para o paciente, porém, apenas profissionais que vivenciam a cirurgia como rotina estão aptos a realizar tais procedimentos. O bom senso contra-indica o profissional ser propor a realizar um procedimento em sessão única e levar 1 hora para remover cada um dos quatro terceiros molares. Outro aspecto importante é com relação a dose máxima anestésica. O profissional tem que estar apto a calcular a dose máxima e ter uma precisão de técnica anestésica, sob o risco de ocorrer sobredose de anestésico local. Não indica-se que apenas o  cirurgião buco-maxilo-facial deva executar tais procedimentos, apenas advoga-se que o procedimento deve ser feito por quem é tecnicamente e cientificamente preparado, sabe lidar com intercorrências pré, trans e pós cirúrgicas, nunca esquecendo que o bem estar e a segurança do paciente devem estar sempre em primeiro lugar.

 

Email: contato@fernandogiovanella.com.br

 

1.            Borg MA, Tiemersma E, Scicluna E, van de Sande-Bruinsma N, de Kraker M, Monen J, et al. Prevalence of penicillin and erythromycin resistance among invasive Streptococcus pneumoniae isolates reported by laboratories in the southern and eastern Mediterranean region. Clin Microbiol Infect. 2009 Mar;15(3):232-7.

2.            Ong CK, Seymour RA, Tan JM. Sedation with midazolam leads to reduced pain after dental surgery. Anesth Analg. 2004 May;98(5):1289-93, table of contents.

3.            Mui LM, Teoh AY, Ng EK, Lee YT, Au Yeung AC, Chan YL, et al. Premedication with orally administered midazolam in adults undergoing diagnostic upper endoscopy: a double-blind placebo-controlled randomized trial. Gastrointest Endosc. 2005 Feb;61(2):195-200.

4.            Klongnoi B, Kaewpradub P, Boonsiriseth K, Wongsirichat N. Single dose intramuscular injection dexamethasone on preoperative lower impacted third molar surgery. Int J Oral Maxillofac Surg. 2011 Dec 28.

5.            Antunes AA, Avelar RL, Martins Neto EC, Frota R, Dias E. Effect of two routes of administration of dexamethasone on pain, edema, and trismus in impacted lower third molar surgery. Oral Maxillofac Surg. 2011 Dec;15(4):217-23.

maio
29

Assustados com a violência, dentistas de SP terão “aplicativo antipânico”, diz Conselho de Odontologia

Author Mateus Rodrigues    Category Geral, Notícias     Tags
Odontologia

Reprodução/Rede Record

A preocupação dos dentistas com a incidência de assaltos a consultórios e também com a crueldade dos criminosos fez com que o Crosp (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo) desenvolvesse, em parceria com uma empresa, um aplicativo para celulares e tablets que possa ser usado em momentos de emergência. Segundo o presidente da entidade, Claudio Miyake, os profissionais estão assustados, principalmente, após o que aconteceu com a dentista Cinthya Moutinho, em abril, quase se repetir na segunda-feira (27). Outro profissional, Alexandre Peçanha Gaddy, teve 60% do corpo queimado durante um roubo ao consultório dele, em São José dos Campos. Ele permanece internado, em estado grave, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

No dia 25 de abril, Cinthya foi queimada viva durante um assalto dentro de seu consultório em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A dentista disse que estava com pouco dinheiro, mas forneceu o cartão do banco e a senha aos bandidos. Porém, segunda a polícia, os quatro criminosos decidiram atear fogo na vítima após perceber que ela só tinha R$ 30 na conta.

Ao R7, Miyake falou sobre os assaltos a consultórios odontológicos e sobre iniciativas que o Conselho pretende tomar para colaborar com a segurança pública e minimizar os crimes contra dentistas, como a campanha “Vamos nos proteger”, que inclui a distribuição de cartilha com dicas de segurança e a criação de um aplicativo para celulares e tablets que vai permitir avisar uma rede de contatos em caso de emergência. Ele também destacou a necessidade de troca de informações entre as vítimas e a polícia, para mapear os roubos e identificar as características dos criminosos.

Fonte: Portal R7

maio
15

Curso de Cirurgia Oral Menor

Author Mateus Rodrigues    Category Acontece Aqui, Cursos, Geral     Tags

Curso Inédito na região – alunos terão cirurgia + implantodontia!!!!
Aproveite este diferencial que só a NAEO oferece, buscando sempre a melhor formação para o aluno!!
Aproveite esta oportunidade única para se aprofundar nestas duas áreas.
Atualização em Cirurgia Oral com Iniciação em Implantodontia.
Professor: Dr. Ricardo Hochheim Neto, Dra. Carla Leandro Demarchi e Dr. Fernando Giovanella

curos-cirurgia-oral-menor

Mais informações acesse: http://www.naeo.com.br