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jul
31

Aftas: Causas e Tratamento

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Quem nunca se incomodou com aquelas feridinhas que aparecem de vez em quando na boca da gente? Elas acometem adultos e crianças e são chamadas de aftas, caracterizando-se como ulcerações branco-amareladas de contorno avermelhado, várias ou uma só, grandes ou pequenas. São mais comuns em mulheres.

Existem 2 grupos principais de aftas, as menores e as maiores, sendo a mais comum dentre as menores a afta vulgar, geralmente pequena e única. A afta vulgar faz parte do grupo das UARs, as ulcerações aftosas recorrentes, que são aquelas que aparecem de vez em quando, duram de 7 a 10 dias e não deixam cicatrizes. O que causa uma afta ainda não é consenso, e o número de agentes causadores sugeridos é grande. Entre eles:

  • Alimentos ácidos (frutas cítricas como abacaxi, laranja, etc.)
  • Baixa imunidade
  • Predisposição genética
  • Anormalidades hematológicas (sanguíneas)
  • Influências hormonais (menstruação, menopausa)
  • Agentes infecciosos (vírus, fungos, bactérias)
  • Alterações nutricionais
  • Traumas (pequenos ferimentos causados pela própria escova de dentes ou pelo uso de aparelho ortodôntico, por exemplo)
  • Estresse

O combate às aftas vulgares costuma não ser específico, já que as causas podem ser muitas. Portanto, o tratamento dessas ulcerações é sintomático, ou seja, visa a diminuição dos sintomas. Eu costumo indicar para os meus pacientes um corticóide tópico em orabase. É uma espécie de gel grudento e com consistência arenosa que, em contato com a afta, cria uma película que protege a lesão enquanto trata e acelera a cicatrizacão. Não acho legal o uso de certos medicamentos em pó à base de bicarbonato de sódio (ou o próprio), pois eles ardem demais, o que pra mim é um sofrimento desnecessário e improdutivo, já que a ideia é diminuir a dor e não piorá-la até que ela suma. Certas plantas, como malvachá pretohamamelisruibarbosálvia e alcaçuz, além do própolis,  parecem ajudar na processo de cicatrização das aftas vulgares

Já para lesões extensas, as aftas maiores, o tratamento costuma ser também sistêmico, geralmente na forma de bochechos. Não preciso nem dizer, mas vou: principalmente no caso de aftas grandes, que durem mais de 1 mês para melhorar e que deixem cicatrizes, consulte um dentista.

Lesões aftosas podem ser associadas, também, a certas condições, como a Doença de Crohn (doença inflamatória intestinal) e a Síndrome de Behçet (caracterizada por aftas bucais pequenas, úlceras genitais, lesões oculares e cutâneas).

E aí, gostou do artigo?

Até a próxima!

Fonte: Medo de Dentista

jul
26

Dentes de uma prótese: como são feitos

Author Mateus Rodrigues    Category Curiosidades     Tags

Os dentes utilizados em uma prótese total, conhecida também como dentadura, podem ser feitos basicamente em dois materiais: Dentes cerâmicos para próteses sobre implantes e dentes acrílicos para próteses totais ou sobre implantes.
Estes dentes acrílicos são comumente chamados de dentes de estoque, isto pois é possível manter alguns em estoque para usar em diversas situações. Existe uma diversidade de dentes de estoque, de diversas marcar. Algumas muito baratas e que desgastam muito rápido e podem quebrar com facilidade, outras intermediárias e algumas mais onerosas. Cada situação pede um tipo de dente, mas em geral próteses “finais” ou que não sejam “provisórias” pedem dentes melhores. Hoje uma prótese total feita com dentes excelentes como os Heraeus Premium ou Ivoclar resistem por muitos anos aos esforços da mastigação.

Segue abaixo um vídeo em inglês que mostra como são fabricados estes dentes:

Até o próximo post!

via Ricardo Dentista

jul
25

Cirurgião-dentista, será que o Facebook é confiável?

Author Mateus Rodrigues    Category Dicas     Tags ,

Ainda existem muitos dentistas que não estão conversando com seus clientes nas mídias sociais. Você é um deles? Será que falta um pouco de confiança para compartilhar alguns dados profissionais na internet com seus futuros clientes?

Bom, é importante saber que esta insegurança não é um sentimento tão anormal assim.

Uma pesquisa recente mostrou que apenas um em cada três usuários confiam na forma como o Facebook lida com os dados das pessoas cadastradas no site. O estudo contou com a participação de 2.262 americanos e foi feito pela empresa de pesquisas Harris Interactive por meio da internet.

A pontuação do Facebook foi a mais baixa, além de ficar atrás de outros sites com o Google e Amazon, quando foi avaliada a confiança dos usuários.

Será que você, cirurgião-dentista, deve então se conectar ao Facebook e utilizá-lo para agregar valor à sua marca, aos seus serviços?

Sem dúvidas!

As vantagens ainda são muito superiores às desvantagens desta mídia social. A mídia social perfeita ainda não existe, por isso, é preciso entender bem onde se está pisando. Caso precise de uma consultoria neste assunto, visando a inserção de uma marca nas mídias sociais, deve procurar por uma empresa que possui experiência neste assunto!

Conecte-se!

via Odonto Mídias

jul
21

Higiene dos espaços entre os dentes

Author Mateus Rodrigues    Category Dicas     Tags , , ,

A importância da higiene dos espaços entre dentes vai muito além do que as pessoas imaginam.

A cultura popular e os erros conceituais de educação em higiene pessoal fazem com que muitos profissionais de saúde e formadores de opinião apresentem a escova comum e a pasta de dentes como as principais ferramentas para a limpeza bucal e entendam que o fio dental (ou outro recurso de higiene dos vãos entre dentes) atuem como complementos da higiene, o que não é verdade.

Em 1980 Bergenholtz & Britton demonstraram que o uso de escova e pasta de dentes não era capaz de eliminar depósitos de bactérias alojados nos vãos dos dentes.

Agravando esse achado, em 1979, Hugoson & Koch demonstraram que a população que investigavam e que, ao longo da vida, entendia que a escova e a pasta eram indispensáveis e os recursos de higiene dos vãos dos dentes meros complementos e, por isso, passíveis de “descontos” frente ao uso frequente, tinha sinais mais claros e localizados da doença periodontal nos espaços entre dentes. Objetivamente, esses pacientes dispunham de mais registros de sangramento das gengivas e de perdas ósseas nos espaços entre dentes quando comparados com as áreas atingidas pela escova comum.

Em 1998, Kinane reiterou esse estudo, acrescentando que o risco de cáries é mais intenso nas fissuras e vãos dentários do que nas superfícies livres e lisas dos dentes. Assim estipulou que a higiene dos vãos dos dentes é tão ou mais fundamental a saúde bucal do que determinava o velho pensamento coletivo.

Sem dúvida o desenho anatômico dos vãos dos dentes, suas variações de tamanho (por vezes em uma mesma arcada) facilitam a retenção e perpetuação de alimentos pegajosos ou de nutrientes que facilitam a sobrevida da placa bacteriana nesses espaços.

Durante a história, os seres humanos sempre lançaram mão da criatividade para remover restos de alimento dos vãos dos dentes. Para tanto, usavam gravetos e uma série de objetos que suprissem essa demanda.

Em 1815, o dentista americano Levy Spear Parmly, fez um fio de seda para a remoção desses depósitos que ficavam entre os dentes. Sentindo o quanto reclamavam e sofriam de problemas os seus pacientes, passou a recomendar que usassem o seu próprio fio dental, feito de seda, que ele mesmo preparava e entregava aos usuários do seu ambiente de trabalho.

A produção em escala industrial só veio em 1888, com a empresa Codman & Shurtlef. Em 1898, a Johnson & Johnson passou a ter a primeira patente. Após a Segunda Guerra Mundial, o uso do fio dental se disseminou pelo mundo. Foi nessa época que Charles C. Bass desenvolveu o fio de nylon, mais resistente e elástico. Hoje, há no mercado uma grande variedade de tipos, marcas e sabores. No Brasil, o consumo de fio dental já passa de um bilhão de metros por ano.

Apesar disso, conforme o relatado anteriormente, os problemas de saúde bucal não deixaram de existir. Tal qual o velho dentista americano, muitos outros estudiosos passaram a investigar novas ferramentas que pudessem cumprir um papel ainda mais eficaz que o do fio dental na remoção dos depósitos e das bactérias que frequentemente se alojam nesses vãos de dentes.

Em 1965 Henning Eklund fundava uma empresa sueca que se habilitava a produzir e comercializar um tipo diferenciado de palito de madeira para a melhor higiene dos vãos dos dentes. Isso ocorreu pois uma série de estudos científicos demonstraram que todos os dentes ( em maior ou menor escala ) apresentam ranhuras ou concavidades nas suas paredes próximas aos dentes vizinhos, que não eram alcançadas pelo fio dental.

Em 1973 a TePe produziu a sua primeira escova de dentes comum e o fio dental. Paralelamente a isso, ao longo da década de 70, Gjermo e Flötra compararam a eficácia de três métodos previstos a higiene dos vãos de dentes e que investigavam na Noruega. Os resultados apontaram para a superioridade de uma haste metálica revestida de cerdas, quando comparada ao palito e ao fio dental, no que diz respeito a eliminação de bactérias, restos alimentares e controle de sinais clássicos das doenças bucais.

Apesar de já existirem registros, foi somente no final dos anos 1980 que as escovas interdentais adentraram o grande mercado de consumo. A TePe, como uma das precursoras desse recurso, aguardou os excelentes resultados das repetidas investigações clínicas a que submeteu o seu protótipo de interdentais, para só então comercializá-lo, à partir desta fase.

Rapidamente se tornou líder de mercado no segmento e representa a única marca mundial que dispõe de variedades de calibre capazes de atender a demanda de praticamente todos os pacientes.

Em termos práticos o fio dental segue indicado as situações em que a papila de gengiva preencha totalmente os vãos dos dentes (situação pouco comum em adultos acima de 30 anos).

Sem dúvida a escova interdental cresceu em importância e pode levar a uma situação clínica bem mais virtuosa e compatível com saúde dos dentes, gengivas e o bom hálito.

Fonte: Revista Odonto Magazine

Até o próximo post ;-)

jul
18

Cursos de Especialização em Odontologia

Author Mateus Rodrigues    Category Cursos     Tags

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